segunda-feira, 18 de abril de 2016

Buçaco - Portugal em 5 fotos

Hoje vou partilhar com vocês uma das mil e uma maravilhas de Portugal: o Buçaco.  Esta mata cheia de história que tanto foi fulcral no combate às terceiras invasões francesas, como é uma referência no turismo religioso com a via sacra. Actualmente, localiza-se no antigo convento um hotel de 5*.

Vou deixar que as imagens falem por si...






Foto do salão onde se podem tomar refeições ou um chá...




Foto do hall de entrada do hotel



Fotografia das flores que se encontram ao pé do Convento de Santa Cruz (Carmelitas)



Outra foto das escadarias do hotel




Pormenor da arquitectura das fachadas

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Resenha -Cartas Imortais


Olá!

Já  há muito tempo que não vos digo nada... Mas com o cansaço acumulado e afins a vontade também é pouca e quando não tenho nada melhor para dizer que o silêncio, prefiro estar "calada".

Vou partilhar com vocês algo que me deixou feliz na última semana. A resenha da blogger Jéssica Pançardes sobre o meu livro "Cartas Imortais": https://hijessicapancardes.wordpress.com/2016/04/10/resenha-cartas-imortais/. Que palavras tão gentis, enchem a alma a qualquer autor!!!

Na vida nem os momentos menos bons são para serem partilhados com os amigos. Os momentos bons também são para partilhar com os melhores amigos :-) e assim termino a mensagem desta semana.

Boa semana para todos!



Se quiseres ler o meu livro poderás comprá-lo pela internet em: 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Resenha filme: A Visita

Resenha filme: A Visita
Ano: 2015
Realizador:  M. Night Shyamalan
Terror, comédia
Maiores de 14 A
IMDB: 6,8
Actores: Kathryn Hahn, Ed Oxenbould, Peter McRobbin, Deanna Dunagan e Olivia DeJonge

Trailer

Resenha:
Fui convidada pelas minhas amigas para ver este filme de terror (em Portugal este não está classificado como comédia), o último deste aclamado realizador. Se não o conheceste pelo nome, tenho a certeza que conheces o seu trabalho pois realizou filmes como A Vila ou o incontornável  O Sexto Sentido. E assim lá fomos todas nós com elevadas expectativas…
O filme inicia com a actriz Kathryn Hahn a fazer um breve apanhado do estado actual da sua vida: mãe solteira com dois filhos e com uma relação afastada dos seus pais a tal ponto que os filhos desta personagem não conhecem os avós. Para colmatar esta falha eles organizam uma viagem a casa dos avós, sem a mãe. Com muitas lágrimas à mistura e abraços fortes lá partem as crianças no comboio para a terra dos avós.
Chegando à paragem destinada estão os amáveis avós à sua espera. Tudo corre como esperado e com normalidade, inclusive o cliché de ter uma avó incansável a fazer bolinhos para os netos. Quando a noite cai é que a anormalidade começa a acontecer. É quando se começam a ver as atitudes inesperadas e “assustadoras” da avó. Novo dia e tudo volta à normalidade. A justificação das atitudes anormais da avó vem pelo avô, sendo que as crianças aceitam com naturalidade. Durante o dia, as crianças, principalmente a filha (mais velha) têm uma missão nesta visita: procurar o “elixir” que provocará a paz e harmonia entre a sua avó e mãe. Para tal tenta procurar o porquê do seu afastamento e perceber se é possível obter o tão esperável perdão.
O filme vai avançando com as crianças a descobrirem cada vez mais as pontas soltas no comportamento dos avós. Do nosso lado à medida que o filme vai avançando, vamos ficando mais ansiosas pelas cenas de terror que teimam em não chegar, aliás arriscaria a dizer que não chegaram. O final não é o mais esperado e admito que tenha causado algum suspense (obviamente que eu não vou contar :-p).
No global o filme está com uma realização do género documentário, que era feito pelos meninos, o que dá alguma intimidade ao espectador e que se torna fácil cativar e transportar-nos para a história. Adorei a personagem e o actor Ed Oxenbould, faz de irmão mais novo e tem realmente jeito para a representação provocando algumas das mais sinceras gargalhadas do filme.

Em suma, este foi um dos melhores filmes de comédia que vi nos últimos tempos, porque chorei a rir em diversas partes do filme. De tal forma, que as minhas amigas só me pediam para parar e manter todo o ambiente que se espera numa sala de cinema. Terror?! Zero


De 1-5 daria 4 pela comédia. Palavra chave: absurdo 


segunda-feira, 7 de março de 2016

Tempestade

Esta semana houve algo inédito no blog: uma segunda feira sem que nada tivesse sido publicado. Graças a Deus que não aconteceu nada de grave que me impedisse de publicar, mas aconteceram muitas pequenas coisas que bloquearam a minha capacidade de me expressar. 

Passo a explicar, há alturas na vida de uma pessoa em que há tanto ruído à nossa volta que não conseguirmos parar para pensar. Más energias no trabalho (onde tudo reclama e há pouca gente com um sorriso verdadeiro), amigos a passarem por dificuldades, em casa toda a gente cansada e com pouca paciência, são alguns exemplos que explicam o porquê de às vezes uma pessoa fica exausta. Nem sempre é necessário algo negativo forte que nos aconteça para nos fazer sentir assim, basta sentir o que nos rodeia. 

E é assim que me tenho sentido nestes últimos tempos. Tenho vontade de dormir, comer doces e pouco mais. Existe uma necessidade, quase, gutural de sair da rotina, mas nem sempre é fácil e nem sempre encontramos o estímulo certo para desbloquear este nó mental. 

Acho que são estes momentos que provam que nenhum homem é uma ilha. Estarmos dependentes de nós próprios é óptimo, mas às vezes o ouvir e tentar estar presente para o OUTRO faz elevar a nossa alma. Como várias coisas na vida, este modo de viver tem a desvantagem de no levar as energias, tendo como risco um esgotamento passageiro. Enfim, este conjunto de acções previnem o aparecimento de males, ainda mais graves, o ressentimento e arrependimento. 




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O CASAMENTO NÃO É PARA XONINHAS

Hoje vou partilhar com vocês um texto que li num blog e que me tocou pela sua pertinência:
"Soube há pouco de mais dois amigos que se separaram. Assim, calma e civilizadamente, com uma certeza que arrepia, especialmente a quem, como eu, os conhecia e imaginava impossível esse desfecho.
Davam-se bem, eram compatíveis, no mesmo patamar intelectual, lavadinhos e cheirosos e ele diz-me “Estava farto daquilo, do de sempre, a vida há-de ter mais para mim”.
Não tive resposta na ponta da língua, como é meu hábito. Turvou-se-me o olhar e a voz na garganta. Tenho-a agora.
– A vida vai trazer-te mais coisas, com certeza. Não sei é se serão melhores.
Fomos criados no mundo dos estímulos, do consumo, da vertigem e nada nos chega.
Os nossos filhos nunca são suficientemente bons, bonitos ou geniais e enchemo-los de dietas, laços e desportos. O emprego é sempre aquém do que queremos ou podemos fazer. O carro está velho e a casa pequena. Os amigos estão maçadores e cheios de defeitos, o cinema cheira a mofo. Já ninguém come carne guisada com ervilhas porque o Oliver inventou que cozinhar é sexy e há sempre coisas mais difíceis e estimulantes para fazer.
É assim no amor e no desamor.
Não acho que as pessoas devam ficar juntas toda a vida se não se amam ou respeitam e sou profundamente grata ao Criador pela invenção do divórcio que os seus pastores não defendem. Às vezes enganamo-nos com as pessoas como nos enganamos com tanta coisa e devemos ter o direito de pedir desculpa e bater em retirada. Nem aos meus filhos eu obrigo a comerem o que não gostam até ao fim. Mas levo-os a experimentarem e insistirem um bocadinho até que percebam se não gostam mesmo ou só estranham o desconhecido.
Passei os olhos pelos títulos das revistas, pelos posts dos blogues e tudo nos diz que o amor deve ser espectacular, que na cama devemos dar duplos mortais encarpados, que o próximo jantar deve ser confitado com uma merda qualquer, que a próxima viagem tem que envolver destinos exóticos e comidas afrodisíacas. Que não podemos aparecer doentes ao nosso amor, que ele tem que usar aquelas camisas upgraded com dois colarinhos, mesmo quando está a cortar lenha, que ele tem mesmo que cortar lenha ainda que em casa só haja radiadores e que nós temos que lavar a loiça em cinto de ligas e acessórios bondage.
Ninguém defende mais do que eu que as relações devem ser cuidadas, que o amor não resiste sem cerimónia, encanto e pequenos truques de magia. Mas isso é o que se faz ao amor, não é o amor em si mesmo. O amor também é acordar despenteado e dar um beijo antes de lavar os dentes sem achar estranho, pedirmos mimo quando estamos doentes e parecemos um cruzamento do Nel Monteiro com o Chucky – o boneco assassino. E ver um filme, beber café, discutir, chorar, perder a fé, fazer cedências, ficar doido ou doida de raiva, desiludirmo-nos, desencantarmo-nos, pedir desculpa com ou sem razão e com ou sem intenção. É sair à noite e dançar e dar beijos na boca como se fosse a primeira vez, quase fazer amor no carro tal é a urgência. É a feira da semana e o supermercado aos gritos e nem se dar por isso ou dar-se mesmo por isso e pensar que nós é que temos razão quando queremos comprar online e porque é que eu ainda vou na conversa deste/a gajo/a.
É adormecer sossegado e protegido como um bebé e acordar feliz porque está ali o cheiro do outro que já passou a ser nosso ou rabugento porque ele/a acendeu a luz – Para quê? Se me amasses partias os dedos dos pés e pisavas o gato mas não acendias a luz enquanto eu estou a dormir. O amor é uma coisa simples que às vezes se torna excitante. Há noites em que é ácido como limão. Mas é um alimento certo, uma refeição quente, de casa. Garantida. E vem das mais diversas formas.
– Já chegaste?
– Já. Está muito frio. Agasalha-te bem, a ti e às crianças.
Não sei o que é que a vida nos pode reservar que seja muito melhor que isto."

Texto de Patrícia Motta Veiga retirado do blog: http://capazes.pt/cronicas/o-casamento-nao-e-para-xoninhas-por-patricia-motta-veiga/view-all/


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sentença não agendada

No meu coração guardo
O eco das vozes que não podem ser ouvidas
O silêncio é a sentença
De quem amou de coração
Desprovido de fisicalidade

O relógio marca o tempo sem fim
Do esperado sem início
Do aguardado sem estar agendado
Da incerteza de quem tem esperança

Avançar desejando reviver
A cumplicidade partilhada
Num outro rosto e corpo
Desejando reproduzir o mesmo quadro perfeito
Numa tela utópica

O amor é para ser saboreado
Não sendo compatível com a ansiedade cosmopolita
Para o viver é necessário parar
Procurar a paz como refúgio para o nosso lar


Em Portugal o livro poderá ser encomendado neste link: http://www.wook.pt/ficha/cartas-imortais/a/id/16540388

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Joy - história duma mulher


Estamos a viver a melhor época do cinema do ano: quando estreiam nos cinemas os filmes que estão nomeados para os Óscares. Um deles é o aclamado Joy, ou o filme com a JLaw e o Bradley Cooper. É um bom filme e acho que melhor que as representações, realização, fotografia, guarda-roupa, ...,  é mesmo o guião/ a história.

Duma forma muito sumida, Joy é uma rapariga cuja vida se assemelha à Cinderela, mas sem príncipe encantado. Joy vive para a família e conhece o sucesso à custa do seu trabalho e principalmente devido à sua inspiradora tenacidade. É extraordinário assistir como ela luta contra tudo e contra todos, inclusive contra a sua família para concretizar aquilo que idealizou. Quantos nós seríamos capazes de lutar assim? 

Este filme fez-me reflectir sobre a força das mulheres. Histórias como as Sufragistas são importantes e demonstram o valor que deveríamos de ter por coisas simples como votar, mas há tantas histórias de mulheres inspiradoras. Mulheres que confiaram em si próprias e criaram o seu império, muitas delas continuando a tratar da família. Mulheres que lutam pela paridade com a sua criatividade e bondade, pois não nos podemos esquecer o bom coração que Joy demonstra no final do filme, ao continuar a albergar toda a família em casa. 

Acho que fazem falta mais histórias inspiradoras como esta. Que nos fazem acreditar que o sonho americano é impossível, que nos faz lutar e trabalhar mais por alto que desejámos. 


P.S.: Provavelmente terei uma amiga minha a escrever aqui, noutro dia da semana para dinamizar o blog, por isso não estranhem post noutros dias da semana!