segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Para reflectir


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O “malvado” sucesso


Então, mas o sucesso não é uma coisa boa? “Malvado” porquê? Vou tentar esclarecer-vos o meu ponto de vista.

Primeiramente, podemos tentar definir o que é o sucesso. O que é o sucesso para ti?
Tenho a certeza que a tua definição vai ser diferente da minha, mas independentemente daquilo que queremos conquistar (comprar o carro X; conseguir uma promoção no emprego; ter 20 num exame; conquistar o amor da nossa vida; ter uma casa gigante; comprar uns sapatos Christian Louboutin, este último ponto para mim seria o cúmulo do sucesso) há pontos neste caminho que são semelhantes.

Um destes pontos em comum é sem dúvida saber que o sucesso é um dos melhores sentimentos que podemos ter: eleva-nos a moral, dá-nos confiança, reconhecimento, entre outras coisas boas que todos nós gostamos de sentir. Mas, a partir de que momento se acorda deste sonho?
No momento a seguir a que partilhamos esta nossa conquista. Parece algo contraditório porque por um lado, para obtermos o reconhecimento alheio, precisamos que se conheça aquilo alcançámos, do mesmo modo que queremos sempre contagiar quem nós gostamos com a nossa felicidade e para isso precisamos de dar a conhecer o que bom nos está a acontecer; por outro lado ao divulgar o que bom nos acontece estamos a atrair sentimentos menos positivos como a inveja…

Pois… Aqui está o lado lunar deste sentimento tão bom. A parte “malvada” deste processo. O que não queremos sentir, mas não podemos fugir porque não vamos deixar de ser quem somos e de lutar pelo que queremos só porque vamos incomodar determinadas pessoas. Tive que usar “pessoas” porque nunca poderia denominar amigos a quem não rejubila com o nosso sucesso, no entanto muitas vezes é assim que percebemos de que tipo de pessoas estamos rodeados. E quem é que não sentiu que depois deste sentimento que nos faz sentir no topo do mundo, o indivíduo X e Y nos passou a olhar de lado?

Entristece-me muito escrever este post… Claro que eu própria as vezes cobiço certos alcances de quem me rodeia, agora daí a invejar ou fazer a outra pessoa sentir mal vai um grande passo. Esta sociedade desprovida de valores (e pegando no post da outra semana, desprovida de calças também) assusta-me. Somos pouco menos de 7 biliões de pessoas a lutar pelo mesmo, há que considerar as tribos quase virgem em África e na América do Sul que têm os seus princípios e ainda não se renderam à nossa sociedade consumista; e chegamos a um ponto em que não se olham a meios para se atingir os fins e cada vez mais este lugar comum é evidente e verdadeiro.


O que fazer então? Bem, fugir do sucesso nunca, mas há que escolher as pessoas de quem nos rodeamos. Há poucos sentimentos tão bons, como poder sair com amigos, contar uma óptima novidade nossa e todos em conjunto festejar sem ter receio do que eles possam pensar… No fundo, há que não perder tempo ou dar importância a quem nos faz sentir que os sucessos que alcançamos são “malvados”. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Calções curtos



Calções curtos, mas o que é isso? Imagino vocês a levantarem esta pergunta na vossa cabeça. Eu gostava muito de vos poder ajudar, mas eu própria não sei quem se lembrou de cortar umas calças de ganga até se ver as bochechas do rabo ou o porquê de tal acto “rebelde”, vamos usar eufemismos para não ferir susceptibilidades.

Calções curtos é uma alegada peça de roupa que algumas raparigas usam e eu contactei com tal existência, por acaso, apenas porque ando na rua, ou seja existem pessoas com estes espécimenes por todo o lado! É aterrador, tenho pesadelos com isto!! Já pensei em ir ao psicólogo por me sentir perseguida por tais figurinos. Gordas, magras, saltos altos, saltos rasos, loiras, morenas, ricas, pobres, parece que toda a gente perdeu o decoro e aderiu a esta coisa, perdão, moda.

Sejamos realistas, os calções são uma peça prática de roupa, principalmente no verão quando está mais calor. Mas… não era preciso exagerar… porquê?! Eu estou no metro e passa uma rapariga com um IMC superior a 25 à minha frente, preenche-me o campo de visão, eu não consigo escapar… “Só olha quem quer”, não é assim meninas!! Muitas das vezes vocês não nos dão hipóteses, acreditem em mim. Agora já perceberam o porquê da paranóia da perseguição.

Claro que uma trendsetter (adoro esta denominação) sabe como usar melhor um calção curto. Se não quer passar despercebida usa o calção curto como quiser, mas se quiser mesmo ter uma eficácia a 100% de que toda a gente olha para ela nada melhor que um calção curto com saltos altos. Mais uma vez não é “só olha quem quer” há figurinos que são mesmo impossíveis de passar despercebidos, até pela pessoa mais distraída, como é o meu caso.

Porquê levantar esta temática no Outono? No verão com tanto calor e calção ninguém poderia pensar como deve ser no impacto desta coisa, perdão, moda, agora talvez sejamos capazes. Ou talvez não. A teoria do “bonito é para se ver” é tão vaga. Primeiramente, teríamos que definir o conceito do belo e como todos nós sabemos existem tantas definições de belo quantas pessoas há no Mundo. Provavelmente, muitas coincidiram, deste modo o que é bonito para a rapariga que me apareceu no metro de IMC superior a 25, não é o mesmo para mim, ou para a maioria da população. E há muitas adolescentes que adoram esta moda, com IMC inferior a 18, e mesmo assim não consigo apreciar tal prática.

Com este frio e para constratar com a pele à mostra, a burka poderia ser a cura para esta problemática. Mas como não acredito em extremismos, acho mesmo que no “meio é que está a virtude”. Muitas das vezes é difícil encontrar este ponto intermédio, mas a verdadeira elegância não está em mostrar muito, está na atitude, postura e acções de cada um. Para mim, ver as bochechas do rabo não é elegante, é um pouco ordinário (no sentido de comum) até.



Bem talvez para o próximo Outono, exploremos a temática dos decotes…

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Shake it off


Nenhum homem é uma ilha, e eu tal como vocês não o sou. O que me rodeia influencia em muito o meu estado de espírito. Se estou com pessoas "boas" que me apoiam, que ficam felizes com o meu sucesso, eu estou feliz e sinto-me bem. Por outro lado, se estiver com pessoas "menos boas" que têm dificuldade em aceitar a felicidade alheia, que cobiçam aquilo que tens ou que estão só a criticar-te, já não consigo estar tão feliz...

Todos nós já tivemos alguém que disse coisas menos abonatórias a nosso favor. Mais uma vez, eu não sou exepcção. Sabendo que tenho o locus de controlo interno, acho que a culpa é sempre minha e que errei perante tal pessoa. Ter o locus de controlo interno significa que acredito que consigo controlar o meu destino. Acima de qualquer sorte ou azar está o que eu fiz, de positivo ou negativo, para gerar uma consequência ou uma acção. Portanto, sempre me transtornou ter pessoas, que mais íntimas ou menos intimas, fizeram comentários sobre acções minhas que me surpreenderam pela sua negatividade. Atenção que aceito críticas construtivas, mas também sabemos que muitas das críticas que recebemos são de longe mais destrutivas que construtivas. 

E foi neste clima que ouvi a nova música da Taylor Swift, Shake it off: http://www.youtube.com/watch?v=nfWlot6h_JM. O ritmo da música é bastante atractivo e quando dás por ti estás a cantar "I, I, I shake it off " o dia todo, mas com um pouco mais de atenção apercebes-te que a letra da música tem alguma substancialidade e foi um alerta para eu acordar deste meu estado de espírito menos positivo. Atentemos ao refrão: 
"Cause the players gonna play, play, play
And the haters gonna hate, hate, hate
Baby I'm just gonna shake, shake, shake
Shake it off
Heartbreakers gonna break, break, break, break, break
And the fakers gonna fake, fake, fake, fake, baby
Baby I'm just gonna shake, shake, shake
Shake it off, Shake it off"

Isto é a realidade que me estava a escapar. Cada pessoa tem a sua índole, a sua natureza e que dificilmente pode escapar a ela. Pessoas boas terão tendência a ser pessoas boas, enquanto que pessoas menos boas terão tendência em ser pessoas menos boas. É claro que todos nós podemos mudar, mas há que respeitar o peso que tem a nossa natureza na nossa personalidade. 

E foi assim que vou aprendendo a viver. Acima de tudo temos que fazer o nosso caminho, porque vamos ter sempre pessoas que nos vão criticar, tentar deitar abaixo e afins do mesmo género. E essa será sempre a natureza dessas pessoas, e nós devemos respeitar aquilo que somos, "shake it off" e vamos seguir o nosso caminho independentemente das opiniões dos outros. Até porque tu és a única pessoa que pode viver a tua vida.