Em Setembro de 2019 escrevi emigração parte 1, hoje escrevo a parte 2.
Nesse texto eu falava que é necessário um tipo especial de personalidade para emigrar e continuo a concordar com isso. Se não fores corajoso e forte ao mesmo tempo, não aguentas. Por melhor que seja o ordenado e condições de vida que vás encontrar, isto não é tudo. Há muito tempo livre e saudades da vida que foi em Portugal e não há nenhum manual para lidar com isto. Depois é recomeçar tudo do zero no novo local, até a vida social. Há vários locais no mundo em que as pessoas são mais calorosas e outros onde é mais difícil fazer amigos. Há locais onde há mais portugueses/ espanhóis que outros, facilitando a possibilidade de fazer novos amigos.
Outra característica é que se for apenas o dinheiro que te move dificilmente te sentirás 100% satisfeito num local. Porquê? Porque há sempre um outro local onde vais ganhar mais. O objectivo ao emigrar deverá ser algo concreto que te permita construír uma casa. Pode ser um valor X ou condições de trabalho Y. Se for apenas ordenado líquido, não irá funcionar, até porque o trabalho perfeito é uma utopia.
E a verdade é que nunca te vais sentir em casa no novo país. Podes gostar de viver lá de tudo e mais alguma coisa, mas nunca vai ser a tua casa. Por exemplo no meu caso, sou casada com um sueco, considero que estou bem adaptada, mas não nasci aqui. Falo bem a língua, sou fluente, mas vou ter sempre sotaque durante toda a minha vida. Há limitações fisiológicas às quais não conseguimos fugir. Acrescento que o pior da emigração é que nem em Portugal me sinto em casa. Falarei mais sobre este tema na emigração parte 3.
Eu gostava de partilhar com vocês quais foram os pontos que me levaram a emigrar para a Suécia. Assim, se estiveres a pensar em emigrar tens um exemplo para seguir.
- Bom programa de introdução. Eu sentia-me extremamente insegura a começar a trabalhar como dentista. Parte do meu contrato de trabalho incluia um programa de introdução que era bastante apelativo. Posso dizer que funcionou bastante bem.
- Condições de segurança social. Estar doente e receber um subsídio. Nem todos os países são assim como exemplo o Reino Unido. Corre tudo bem quando corre bem, mas há sempre imprevisto como constipações ou problemas de saúde mais sérios e considero importante ter uma segurança quando o azar bate a porta.
- Apoio à natalidade. Quando emigrei pretendia ser mãe e escolhi um país forte nos apoios à natalidade.
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