Boycott à Eurovisão

 Aconteceram muitas novidades nas últimas semanas no mundo do boycott. A Rússia pode concorrer nos jogos olimpicos de inverno, se o atleta aceder a algumas condições, e Israel poder concorrer na Eurovisão. Como nós sabemos cada decisão que tomamos tem as suas consequências e estas decisões tiveram o poder de acordar muitas opiniões sobre este tema. Assim, hoje gostaria de divagar sobre a questão: deve ou não Israel concorrer na Eurovisão. 

Infelizmente a questão é bem mais complexa que apenas pensar que só os países bons merecem marcar presença no concurso. Até porque se pensarmos deste modo aparece a próxima questão: deve a eurovisão ser politizada? Ou deve ser um local livre onde todos os países têm direito a concorrer? 

O boycott deve ser feito só aos países que concorrem ou também às empresas que patrocinam o espectáculo? Não sei se estão a par mas um dos maiores patrocinadores é uma empresa isrealita. E claro que podemos ser selectivos com os patrocínios, mas depois isso levantaria a próxima questão: quem é que financia a eurovisão? A eurovisão também vende muito pela sua estrutura e pelo seu palco fantástico cheio de milhares de LED. Alguém tem que pagar por isso e numa europa onde o dinheiro começa a escassear que empresa é que poderia substituír o patrocínio da empresa Isrealita? 

A questão fulcral aqui não deveria ser: qual o caminho mais rápido para a paz? Eu vejo que há uma obsessão ao boycott nas redes sociais mas pouco interesse no que é essencial: a paz. E neste tema eu vejo que é importante haver momentos em que todos os países têm a oportunidade em conviver num ambiente seguro. Não é estar a favor/contra as políticas de um país, é haver momentos de paz. É Ucranianos e Russos estarem a conviver e isso passar nas televisões de todo o mundo. 




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